domingo, 22 de janeiro de 2012

As 10 maiores editoras do mundo

Livraria Lello, em Portugal: pontos
tradicionais de venda terão de adaptar-se
ao mercado digital
Apesar de todas as incertezas sobre o futuro dos livros impressos e quais as estratégias o mercado teria de adotar para manter a competitividade nesse novo cenário digital, o faturamento das editoras ficou num patamar alto ano passado. Segundo levantamento da consultoria Rüdiger Wischenbart Content and Consulting, que monitora o mercado mundial de edição de livros desde 2006, as 58 maiores editoras do mundo faturaram, juntas, 56 bilhões de euros – entre elas três brasileiras, na primeira vez que o país é incluído no estudo. A distribuição é desigual: somente as dez primeiras da lista detém metade desse valor; no entanto, todas as outras tiveram um faturamento de, no mínimo, 150 milhões de euros. As editoras brasileiras na lista são a Abril Educação (231,8 milhões de euros), na 46ª posição; Saraiva (188 milhões de euros), na 52ª e FTD (161,6 milhões de euros), na 56ª. 

Elaborado a partir de relatórios oficiais e informações recolhidas junto das empresas, o relatório da consultoria Rüdiger Wischenbart aponta para uma recuperação da crise mundial de 2008, que também atingiu as editoras. A Pearson, por exemplo, passou de um faturamento de 5.044 milhões de euros em 2008 para 6.102 milhões em 2010.

Ebooks: protagonistas no mercado
editorial
Quanto aos ebooks, peças fundamentais para o futuro deste mercado, eles ainda assumem papeis diferentes de acordo com cada região. Nos Estados Unidos e Reino Unido, são vistos como peça-chave e já representam uma porcentagem considerável do market share das editoras. As livrarias desses países têm sentido mais severamente o impacto das mudanças com o desmembramento de algumas redes (a Borders, especialmente), com o Google e a Apple ramificando-se na distribuição de livros e também com a Amazon começando algumas atividades editoriais que colocam em xeque a tradicional linha que separa editora e livraria. 

No Japão, a leitura em telas está vivendo o seu momento, embora derive de material impresso, como mangás, e dependa de serviços oferecidos por operadoras de celular. Na China, sites para leitura (e publicação) de livros são muito populares e as pessoas usam computadores tradicionais e celulares para ler livros. 

A oferta de conteúdo em outras línguas que não o inglês e de leitores digitais está crescendo na Alemanha, França, Espanha e Itália, mas só a Alemanha tem uma loja da Amazon. Google e Apple ainda não fortes o suficiente no mercado europeu. E isso deve mudar em 2011, prevê o estudo. O esforço do Brasil em participar da era digital não foi citado no relatório do Ranking Global do Mercado Editorial. 

O Listando... de hoje apresenta as dez editoras que lideram o ranking elaborado pela Rüdiger Wischenbart Content and Consulting em 2011, baseado no faturamento de 2010. Os números estão em milhões de euros:


1) Pearson 


País-sede: Reino Unido 

Faturamento em 2010: 6.102.09 € 





2) Reed Elsevier 





Países-sede: Reino Unido / Holanda / EUA 

Faturamento em 2010: 5.387.47 € 


3) ThomsonReuters 

País-sede: Canadá 

Faturamento em 2010: 4.247.93 € 



4) Wolters Kluwer 

País-sede: Holanda 

Faturamento em 2010: 3.556.00 € 


5) Bertelsmann 

País-sede: Alemanha 

Faturamento em 2010: 2.897.00 € 



6) Hachette Livre 


País-sede: França 

Faturamento em 2010: 2.165.00 € 






7) McGraw-Hill Education 


País-sede: EUA 

Faturamento em 2010: 1.835.46 € 




8) Grupo Planeta 


País-sede: Espanha 

Faturamento em 2010: 1.829.00 € 


9) Cengage 

Países-sede: EUA / Canadá 

Faturamento em 2010: 1.514.43 € 




10) Scholastic (corp.) 


País-sede: EUA 

Faturamento em 2010: 1.442.84 €



*Fonte: Publishnews



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