segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Grande Gatsby, obra-prima de Fitzgerald, chega aos cinemas no final do ano

Um elenco composto por Leonardo Di Caprio, Carey Mulligan, Tobey Maguire e Joel Edgerton transportando para as telas de cinema um livro que é considerado um dos grandes romances americanos. Essa é a principal razão de toda a expectativa em torno da produção de O Grande Gatsby, adaptação do romance homônimo de F. Scott Fitzgerald para o cinema que deve ficar pronta no Natal de 2012. Com orçamento na casa dos US$ 125 milhões e direção de Baz Luhrmann, o longa tem a difícil missão de aproximar-se da importância adquirida pelo clássico da literatura americana. 

E essa não é a primeira vez que Hollywood tenta recriar a complexa história de amizade entre o protagonista do livro, Gatsby, o narrador, Nick Carraway, e a heroína Daisy Buchanan. Em uma das tentativas, realizada em 1974, o longa foi roteirizado por Francis Ford Coppola e tinha no elenco estrelas como Mia Farrow e Robert Redford. Apesar da produção repleta de nomes fortes, o filme não deixou grandes impressões. 

O romance conta a história de Jay Gatsby (Di Caprio), um homem rico e festeiro que passa a ser vizinho de Daisy Buchanan (Carey Mulligan), um antigo amor que está noiva de Nick Carraway (Tobey Maguire). Nas fotos oficiais divulgadas em dezembro já é possível ver a caracterização de Di Caprio para viver seu controverso papel, bem como o clima dos anos 20 que serve de pano de fundo para os acontecimentos ambientados numa América pré-Depressão de 1929. 

Além de prometer maior fidelidade aos escritos de Fitzgerald, a nova adaptação será comandada por Baz Luhrmann, eternizado por trazer um sopro novo para os musicais com seu Moulin Rouge – Amor em Vermelho, de 2001. Será o segundo encontro de Di Caprio com o diretor, com quem trabalhou em Romeo + Julieta, em 1996. 

Sobre o autor 

Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em 1896, em St. Paul, Minnesota (EUA), e seu romance de estreia foi Este Lado do Paraíso, publicado em 1920. Em pouco tempo, vendeu 50 mil exemplares – quantidade fantástica para a época. Fitzgerald logo tornou-se o autor mais bem pago de seu tempo. Lançou Seis Contos da Era do Jazz em 1922; e três anos mais tarde surgiria O Grande Gatsby

Fascinado pelo estilo de vida da elite, casou-se com uma bela mulher da alta sociedade. A vida de agitação do casal, com viagens e festas em cidades dos EUA e da Europa, terminaria de forma dramática: Zelda Fitzgerald viveu seus últimos dias em um hospício.

A vida atribulada não lhe permitiu produzir mais romances. Tornou-se então escritor de crônicas e ensaios, publicados em revistas. Somente em 1934 publicaria o romance Suave é a Noite, friamente acolhido pela crítica da época, mas hoje tido como um de seus melhores trabalhos.

Entregue ao alcoolismo, Fitzgerald amargou uma fase de ostracismo em Hollywood, escrevendo roteiros de filmes  todos rejeitados ou muito modificados. No ano de sua morte, 1940, chegou a começar mas não concluiu o romance O Último Magnata, muitas décadas depois transformado em filme de sucesso pelo diretor Elia Kazan, tendo Robert de Niro no papel principal.
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